quinta-feira, 22 de março de 2012

Geração de Profetas?


Virou febre. É profeta que se vê por todos os cantos, para todos os gostos e todas as necessidades. Estamos na era da “multiplicação dos profetas”. Algo que seria bom, se os assim chamados dissessem o que realmente Deus queria que fosse dito. Porém, dizem o que é aprazível ao mercado, ou seja, aquilo que atrairá pessoas para si e, logicamente, aplausos, honras e bajulação.
 A Bíblia (lembra-se dela?) nos traz uma série de características daquele que é um profeta segundo os olhos de Deus. Isso fica exposto na vida de pessoas, como Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias entre outros. Eles eram arautos da verdade, rejeitavam a corrupção, denunciavam o pecado, eram inimigos do erro, não se vendiam e não tinham receio de dizer o que Deus mandava.
Além, os jargões usados para "levantar o auditório" concedem o ofício de profeta a todos indiscriminadamente. Devemos pensar se é isso o que nos ensina as Sagradas Escrituras.
 Como exemplo de um verdadeiro profeta, quero apresentar algumas características da vida de Jeremias:
  • Ele pregou durante quarenta anos sem ver qualquer resultado significativo. Não teve convertidos a   apresentar como fruto de uma vida de ministério. Algo que seria ridicularizado pela teologia guiada por marketing na igreja de hoje.
  • Seus conterrâneos ameaçaram mata-lo se não parasse de profetizar (Jr 11:19-23).
  • Sua própria família e amigos conspiraram contra ele (Jr 12: 6).
  •  Foi proibido de casar-se, sofrendo uma solidão agonizante (Jr 16:2).
  • Conspiraram secretamente para mata-lo (Jr 18: 20-23).
  •  Foi ferido e colocado no tronco (Jr 20: 1-2).
  •  Foi espionado por amigos que buscavam vingança (Jr 20:10).
  •  Foi consumido por desgosto e vergonha, chegando a amaldiçoar o dia em que nasceu (Jr 20: 14-18).
  • Foi injuriado e considerado um traidor de sua própria nação (Jr 37: 13-14).
  • Foi açoitado e colocado num calabouço, passando ali muitos dias sem comer. (Jr 37: 15-21).


Outros profetas nos mostram essa ingrata função (Lc 4:24). A vida deles, seus feitos, sofrimentos foram deixados para que pudéssemos ver, hoje, a "diferença entre o trigo e o joio" (Mt 13:30). Diante dessas características, há quem se declare profeta em nossos dias? 


Abraço,

Dheny

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Daniel: uma referência para o jovem cristão






Os jovens precisam de referência. Na maioria das vezes são os mais antigos, que já trilharam o caminho da vida cristã, que conhecem as pedradas da vida, que vivenciaram uma juventude em Cristo. São as “lâmpadas” mencionadas no livro de Samuel (2 Sm 21:17). Há na Bíblia, porém, exemplos de jovens que também são referências para jovens. Daniel é um deles.
Daniel tinha entre 14 e 17 anos de idade quando foi levado cativo por Nabucodonosor, rei da Babilônia. O rei desejava jovens “da linhagem real e dos nobres, em quem não houvesse defeito algum, formosos de aparência e instruídos em toda a sabedoria, sábios em ciência, versados no conhecimento e que tivessem habilidade para viver em seu palácio a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus”. (Dn 1: 3-4). O fato de Daniel ter sido escolhido com base nesses critérios mostra que ele era diferenciado. Desde cedo temente a Deus e estudioso de Suas leis.
O versículo 6 do primeiro capitulo traz um detalhe importante: Vários jovens foram achados nas condições impostas pelo rei. Porém, a Bíblia destaca somente quatro: Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Alguns aspectos importantes devem ser discutidos para entendermos os motivos pelos quais a Bíblia dá destaque somente a esses, em especial a Daniel:


1.     Mantiveram suas personalidades



O verso 7 do primeiro capítulo nos informa que o chefe dos eunucos deu outros nomes aos quatro jovens: Daniel (“Deus é meu juiz”) passou a se chamar Beltessazar (“Bel te proteja”); Hananias (“Jeová é gracioso”) recebeu o nome de Sadraque (“Ordem de Aku”); Misael (“Quem é igual a Deus?”) foi mudado para Mesaque (“Quem é igual a Aku?”) e, por fim, Azarias foi nomeado Abede-Nego (“Servo de Nebo”). Naquela época, o nome era intimamente relacionado à personalidade da pessoa. Revelava seu caráter, sua essência. Observe a discrepância entre o significado de seus nomes no hebraico e na língua dos babilônicos.

Quando passarmos pelas “Babilônias” da vida (trabalho, escola, faculdade etc.) vão querer mudar nossa personalidade também. Sejamos firmes para não moldarmos nosso caráter conforme o ambiente, assim como foi Daniel. As palavras de John MacArthur, no livro “Com vergonha do evangelho” soam bem: Toda questão acerca de Israel ser luz para o mundo concentra-se no fato que eles deveriam ser diferentes.



2.       Rejeitaram os Manjares do rei



Em Dn 1:5, o próprio rei determina a alimentação desses jovens. Contudo, no versículo 8, Daniel, por vontade própria, prefere não se contaminar com os manjares do rei. Ele propõe no seu coração ser fiel ao seu Deus. Alan Brizotti diz que Satanás trabalha com duas armas poderosas para com os jovens: sedução e sensação. Daniel também foi tentado por ambas, mas manteve sua fidelidade para com Deus e as recusou. O mundo sempre há de nos oferecê-las: coisas que aparentam ser belas, que prendem nossa atenção. Caminhos, que aos nossos olhos, parecem de vida, mas o fim deles é a morte. São as seduções. Há também a sensação: quando vamos orar e sentimos que Deus já ouviu nossa oração e, assim, paramos; ao tentarmos fazer algo na igreja, logo vem a sensação de desânimo. Mas devemos agir como Daniel, rejeitando toda sedução desse mundo e removendo toda sensação que nos impede de, verdadeiramente, sermos jovens fortes (1 Jo 2:14).



3.       Viveram em oração


Daniel, Hananias, Misael e Azarias sempre estiveram em oração: para que Deus revelasse a interpretação do sonho de Nabucodonosor (Dn 2:17-18); Daniel costumava a orar três vezes ao dia (Dn 6:10). É dever de todo cristão ter uma vida de oração. Paulo, escrevendo aos de Tessalônica, nos adverte a isso: “Orai sem cessar” (1 Ts 5:17). Daniel viveu numa geração perversa, corrupta e dada aos próprios prazeres. Não muito diferente da que vivemos. Porém, ele foi fiel e não abandonou a Deus, antes, sempre matinha contato com Ele. Sabia que para vencer numa sociedade manchada pelo pecado, só estando junto ao Deus Santo em oração. Devemos seguir seu exemplo e também viver em oração. Como disse Leonard Ravenhill: “Para fazer frente a esta geração ávida pelo pecado, só uma igreja ávida pela oração”.



4.       Não esqueceram suas origens



No versículo 10 do capítulo 6, a Bíblia nos diz que Daniel orava três vezes ao dia em seu quarto onde estavam janelas abertas para o lado de Jerusalém. Essa é uma verdade fantástica: Daniel estava na Babilônia, mas não esqueceu que era de Jerusalém. Podemos estar onde for, mas a partir do momento que Cristo nos chamou para uma nova vida, passamos a ser cidadãos celestiais, embaixadores de Cristo (Fp 3:20; 2 Co 5:20). E, sabendo que não somos desse mundo, não devemos andar como anda esse mundo, pensar como ele pensa, falar com ele fala, em suma, ser como ele é. Devemos sim, agir da maneira como Daniel agiu na Babilônia, Paulo em Atenas, Cristo na Terra. Como escrito está: “Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”.





O salmista diz: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a sua palavra” (Sl 119:9). Daniel é um exemplo deixado aos jovens. Observemos nossos caminhos e que eles sejam agradáveis a Deus.





Dheny

























quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Habacuque


...mas o justo, pela sua fé, viverá. (Hc  2:4).

O livro de Habacuque nos traz um retrato triste da história de Judá. O profeta questiona a Deus: "Até quando?" (Hc 1:1). Ele via que à sua volta tudo era violência, opressão, perversidade e justiça distorcida. Achava estranho a demora de Deus em agir para mudar a situação. Ele percebeu que essa insistência em questionamentos não traria resultados significativos. Então, no capítulo 2, ele toma uma posição de espera: "Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei, e vigiarei, para ver o que fala comigo... (Hc 2:1)". Ele espera em silêncio pela resposta de Deus e Deus a concede à ele. Após ouvir a resposta de Deus, ele declara: "Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi... (Hc 3:2)". Habacuque entendeu o modo que Deus agiria. Ele via o que se passava no seu povo e entendeu que a justiça viria de Deus e que Ele via tudo. 
O quadro que o profeta viu é o que está diante de nós hoje. Tanta injustiça, opressão, maldade sobre maldade, o egoísmo acima de tudo e amor cada vez mais esfriando mais. Isso ocorre no seio cristão, infelizmente. Mas ainda hoje, existem pessoas que, como Habacuque pedem "Aviva, ó Senhor, a tua obra" (Hc 3:2). Deus está vendo tudo que ocorre no meio do seu povo e sua justiça em breve virá. Os que permanecem fiéis à Ele podem até achar que está demorando, mas não está. Deus age no momento certo! Devemos "viver pela fé que uma vez nos foi dada" e crer que em meio à essa sequidão de alimento (Palavra) genuíno, Deus nos socorrerá. Devemos ficar firmes em Deus, nos alicerçar na Rocha e dizer, pela fé, como o profeta disse: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação".

Dheny.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Escola Bíblica Dominical



Cresci indo para a Escola Bíblica Dominical. Na infância, meus pais e eu junto com meu tio e minha tia mais três primos, íamos para a igreja no caminhão do meu pai. Raramente perdíamos uma. Eu passei a amar a EBD. Formou meu caráter, me deu os primeiros ensinamentos. Era uma experiência muito boa. Naquela época, a melhor hora era quando a "tia" pedia a mim e ao meu amigo João Marcos que fôssemos comprar balas para distribuir entre os alunos. Um momento mágico.
O tempo foi passando e meus interesses na EBD foram mudando. Comecei a entender o verdadeiro significado que ela tinha para o cristão. É algo essencial para a formação de um cristão verdadeiro. O meu amor se tornou tanto, que faz cinco anos que leciono na EBD de nossa igreja. É algo que realmente amo. Quando comecei a entender seu significado, pedi sabedoria a Deus e hoje tenho imenso prazer em compartilhar aquilo que Deus tem me dado com meus irmãos.
Hoje, meu pai, minha mãe e eu somos professores da EBD. E uma coisa que quero frisar é que ela é extensão de uma prática esquecida no meio cristão: culto doméstico. Não iremos amar o estudo da palavra de Deus senão aprendermos isso em casa.
Precisamos resgatar esses valores urgente para que possamos ter famílias fortes, que serão base de uma igreja forte, que formarão uma sociedade de valores e assim pregaremos o Reino de Deus com nossas vidas.

Dheny

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O amor se esfriará


É o quadro da igreja de hoje. Corações frios, egoístas, duros. Um escritor disse que o princípio básico para se fazer missões era o amor a Cristo. 
Tempos atrás fui à uma das chamadas Reuniões de Obreiros na igreja sede do campo em que congrego. Confesso que fiquei muito triste com o que vi: todos os obreiros sentados, ouvindo o secretário dizer nomes de pessoas que estavam sendo desligadas do corpo de membros da igreja. Ninguém parecia triste ou comovido em ver almas sendo lançadas para o abismo.
 Eram pessoas que erraram, cometeram pecados para "exclusão", que abandonaram a igreja. O que me dói é saber que essas pessoas tinham pastores, ou pelo menos pessoas assim chamadas. Ora, estes bem poderiam dizer: "Não me preocuparei com pessoas que não queiram compromisso". Mas ao meu ver, são exatamente com essas que eles devem se preocupar. A parábola da ovelha perdida (Mt 18: 12-14) retrata exatamente isso, o amor que falta em nosso meio. 
Lembro-me de meu avô, que faleceu ano passado aos 92 anos de idade. Ele sempre me dizia que o maior arrependimento dele era ter excluído uma pessoa da igreja quando ele era pastor e, até hoje, ela ainda não retornou. 
Quando a igreja realmente viverá o amor de Cristo? Quando iremos oferecer cura em vez de simplesmente excluir os "pecadores" do nosso meio? Quando iremos voltar às verdades bíblicas e vivê-las no cotidiano? Essa é a razão de haver avivamentos: quando trazemos a vida de Cristo à nossa vida novamente.

Dheny