terça-feira, 1 de novembro de 2011

O amor se esfriará


É o quadro da igreja de hoje. Corações frios, egoístas, duros. Um escritor disse que o princípio básico para se fazer missões era o amor a Cristo. 
Tempos atrás fui à uma das chamadas Reuniões de Obreiros na igreja sede do campo em que congrego. Confesso que fiquei muito triste com o que vi: todos os obreiros sentados, ouvindo o secretário dizer nomes de pessoas que estavam sendo desligadas do corpo de membros da igreja. Ninguém parecia triste ou comovido em ver almas sendo lançadas para o abismo.
 Eram pessoas que erraram, cometeram pecados para "exclusão", que abandonaram a igreja. O que me dói é saber que essas pessoas tinham pastores, ou pelo menos pessoas assim chamadas. Ora, estes bem poderiam dizer: "Não me preocuparei com pessoas que não queiram compromisso". Mas ao meu ver, são exatamente com essas que eles devem se preocupar. A parábola da ovelha perdida (Mt 18: 12-14) retrata exatamente isso, o amor que falta em nosso meio. 
Lembro-me de meu avô, que faleceu ano passado aos 92 anos de idade. Ele sempre me dizia que o maior arrependimento dele era ter excluído uma pessoa da igreja quando ele era pastor e, até hoje, ela ainda não retornou. 
Quando a igreja realmente viverá o amor de Cristo? Quando iremos oferecer cura em vez de simplesmente excluir os "pecadores" do nosso meio? Quando iremos voltar às verdades bíblicas e vivê-las no cotidiano? Essa é a razão de haver avivamentos: quando trazemos a vida de Cristo à nossa vida novamente.

Dheny

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