segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Escola Bíblica Dominical



Cresci indo para a Escola Bíblica Dominical. Na infância, meus pais e eu junto com meu tio e minha tia mais três primos, íamos para a igreja no caminhão do meu pai. Raramente perdíamos uma. Eu passei a amar a EBD. Formou meu caráter, me deu os primeiros ensinamentos. Era uma experiência muito boa. Naquela época, a melhor hora era quando a "tia" pedia a mim e ao meu amigo João Marcos que fôssemos comprar balas para distribuir entre os alunos. Um momento mágico.
O tempo foi passando e meus interesses na EBD foram mudando. Comecei a entender o verdadeiro significado que ela tinha para o cristão. É algo essencial para a formação de um cristão verdadeiro. O meu amor se tornou tanto, que faz cinco anos que leciono na EBD de nossa igreja. É algo que realmente amo. Quando comecei a entender seu significado, pedi sabedoria a Deus e hoje tenho imenso prazer em compartilhar aquilo que Deus tem me dado com meus irmãos.
Hoje, meu pai, minha mãe e eu somos professores da EBD. E uma coisa que quero frisar é que ela é extensão de uma prática esquecida no meio cristão: culto doméstico. Não iremos amar o estudo da palavra de Deus senão aprendermos isso em casa.
Precisamos resgatar esses valores urgente para que possamos ter famílias fortes, que serão base de uma igreja forte, que formarão uma sociedade de valores e assim pregaremos o Reino de Deus com nossas vidas.

Dheny

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O amor se esfriará


É o quadro da igreja de hoje. Corações frios, egoístas, duros. Um escritor disse que o princípio básico para se fazer missões era o amor a Cristo. 
Tempos atrás fui à uma das chamadas Reuniões de Obreiros na igreja sede do campo em que congrego. Confesso que fiquei muito triste com o que vi: todos os obreiros sentados, ouvindo o secretário dizer nomes de pessoas que estavam sendo desligadas do corpo de membros da igreja. Ninguém parecia triste ou comovido em ver almas sendo lançadas para o abismo.
 Eram pessoas que erraram, cometeram pecados para "exclusão", que abandonaram a igreja. O que me dói é saber que essas pessoas tinham pastores, ou pelo menos pessoas assim chamadas. Ora, estes bem poderiam dizer: "Não me preocuparei com pessoas que não queiram compromisso". Mas ao meu ver, são exatamente com essas que eles devem se preocupar. A parábola da ovelha perdida (Mt 18: 12-14) retrata exatamente isso, o amor que falta em nosso meio. 
Lembro-me de meu avô, que faleceu ano passado aos 92 anos de idade. Ele sempre me dizia que o maior arrependimento dele era ter excluído uma pessoa da igreja quando ele era pastor e, até hoje, ela ainda não retornou. 
Quando a igreja realmente viverá o amor de Cristo? Quando iremos oferecer cura em vez de simplesmente excluir os "pecadores" do nosso meio? Quando iremos voltar às verdades bíblicas e vivê-las no cotidiano? Essa é a razão de haver avivamentos: quando trazemos a vida de Cristo à nossa vida novamente.

Dheny